O Enigma dos Anjos e a Escada de Jacó.

“Citarei a verdade onde a encontrar”.
(Richard Bach).
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‘O Portal aos Mistérios’  
Desvelando Segredos da Vida
Natividade Mística (detalhe).

“E [Jacó] sonhou: eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela”. (Gênesis, 28.12).

A tradição religiosa ocidental, distribuíu os anjos em três grandes hierarquias e nove categorias. A primeira hierarquia é a de maior proximidade com Deus; a 2a., é à mediadora entre os anjos de cima e os da 3a. hierarquia: os anjos que se acham mais próximos do reino humano. Depois, em ordem descendente, vem os reinos animal, vegetal e mineral. O reino humano, portanto está na frequência vibratória que serve de ponte entre os reinos de cima e os de baixo, na grande Unidade do Corpo Divino… (Campos de Raphael).

A Hierarquia Angelical: Na primeira hierarquia, estão os Serafins, que personificam o amor e a compaixão; a seguir vem os Querubins, que refletem a sabedoria divina; e logo depois os Tronos, os anjos que proclamam a grandeza divina.

SERAFINS — Em hebraico, significa “aqueles que ardem”, porque estão permanentemente queimando de amor por Deus. Diz o Antigo Testamento que o profeta Isaias os viu dotados de seis asas: “Com duas cobriam a face, com duas cobriam os pés e com duas voavam”.

QUERUBINS — A palavra hebraica kerub significa “conhecimento”. Por isso, o místico Pseudo-Dionísio traduziu o nome como “efusão de sabedoria”. No Antigo Testamento, o profeta Ezequiel os descreveu com quatro faces (de homem, águia, leão e touro) e quatro asas.

TRONOS — Tradução do grego tronoi, seu nome expressa a função de sustentáculos da majestade divina. Estes anjos correspondem aos ofanins do judaísmo. Ezequiel falou deles como rodas cheias de olhos. Através dos tronos, a efusão divina começaria a adquirir substancialidade.

DOMINAÇÕES — Seu nome vem do grego kyriotetes (literalmente, “senhorias”), pois, por intermédio deles, o domínio divino se exerce sobre todo o universo. E Hildegard de Bingen (1098-1179), a grande mística cristã da Idade Média, os descreveu com elmos nas cabeças.

VIRTUDES Dynamis, em grego, seu liame está relacionado com a idéia de movimento. Estes anjos, que ocupam a posição média entre as classes da hierarquia celeste, correspondem aos malakim, ou mensageiros propriamente ditos, da tradição judaica. POTESTADES — Seu nome vem do grego exusiai e indica o poder de que são dotados. Mas Pseudo-Dionísio explica que jamais utilizam esse dom numa perspectiva pessoal e tirânica. Na visão de Hildegard von Bingen, estes anjos têm rostos tão brilhantes que mal se pode olhá-los.PRINCIPADOS Archai, em grego, seu nome transmite a idéia de proeminência. São definidos como os anjos que comandam as três últimas classes, todas voltadas para o trabalho junto à humanidade. Hildegard os associa à capacidade de lutar valorosamente.ARCANJOS Archággelos em grego, que pode ser traduzido como “grandes anjos”. Hildegard os descreveu com faces humanas, nas quais “a imagem do Filho do Homem brilha como num espelho”. As Sagradas Escrituras lhes atribuem o papel de guias dos profetas.

ANJOS
— A palavra ággelos, “mensageiros” em grego, nomeia todos os membros da hierarquia celeste. Segundo Pseudo-Dionísio, o motivo desse termo ser utilizado em relação a esta última hierarquia, deve-se ao fato desta ser o elo de ligação entre o mundo angélico e o humano. [Extraído de ‘Anjos Cabalísticos' e 'Globo Ciência’, p. 25. Fevereiro. 1996].

OS PRÍNCIPES DA CORTE ANGÉLICA
[Artigo de 'Globo Ciência']
Os textos do judaísmo, cristianismo e islamismo mencionam só três anjos pelo nome: Miguel, Gabriel e Rafael.

MIGUEL — Seu nome, do hebraico Mi-Kha-EI, “Quem é como Deus?”, expressa a idéia de que este anjo ocupa o mais alto posto na hierarquia. No Novo Testamento, é mencionado no Apocalipse como comandante dos exércitos celestes na luta contra a rebelião angélica liderada por Lúcifer.
“Houve então uma batalha no céu”, diz a Bíblia. “Miguel e seus anjos guerrearam contra o Dragão”.

GABRIEL — Seu nome vem provavelmente do hebraico Geber-EI, que significa “Varão ou Campeão de Deus”. É o anjo mais citado nas Escrituras. Para os cristãos, sua figura está associada principalmente à anunciação do nascimento de Jesus. Para os muçulmanos, à revelação do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, ao profeta Mohammed (Maomé). Dizem os místicos islâmicos que conhecer Gabriel na intimidade já é conhecer Deus.

RAFAEL — As palavras hebraicas que formam o seu nome, Rapha-El, podem ser traduzidas como “Deus cura” ou “Médico de Deus”. Isso porque, no Livro de Tobias, a única parte do Antigo Testamento que o menciona, esse anjo ensina o jovem Tobias a preparar um remédio com o fel do peixe. “Untando com ele os olhos de um homem que tem manchas brancas (catarata), e soprando sobre as manchas, ele fica curado”, diz Rafael [®]. [‘Globo Ciência’, p. 26. Fevereiro. 1996].

O PÃO E O SEXO DO ESPÍRITO (‘Globo Ciência’]

No esforço de atribuir aos anjos uma imagem reconhecível e até mesmo familiar, os homens os representaram na maioria das vezes com características humanas. E longas discussões se sucederam – sobre alguns aspectos dessa discutível semelhança, como o sexo e a necessidade de alimentação.

Embora a tendência patriarcal de religiões como o judaísmo, o cristianismo e o islamismo tenha enfatizado os atributos masculinos, concordam atualmente que anjo não tem sexo. Nem sempre se pensou assim, porém. Nos primeiros séculos do cristianismo, o tema motivou acesas polêmicas teológicas. Hoje, quando se quer qualificar urna discussão sem sentido costuma-se dizer: “E o mesmo que falar em sexo dos anjos”.

Para os intérpretes mais sofisticados das religiões, o fato dos anjos serem desprovidos de corpo físico e expressarem a unidade dos contrários presente na própria Divindade faz com que eles reúnam em si qualidades características de ambos os sexos. Isso não impede que tradições indianas mencionem a existência de formas aladas explicitamente femininas, as apsaras, ninfas celestiais geralmente representadas com instrumentos musicais.

Figuras idênticas aparecem também no islamismo com o nome de huris. Artistas barrocos resolveram o problema de forma simples e ingênua: pintando ou esculpindo os anjinhos com genitálias masculinas ou femininas.

Quanto à alimentação dos anjos, a referência mais antiga está no livro bíblico do Gênesis, no episódio em que Deus e dois anjos aparecem em forma humana a Abraão e este lhes oferece uma refeição composta pelo melhor que seus recursos podiam proporcionar: pães, leite, coalhada e carne tenra de vitelo.

Os visitantes celestiais não desapontam a hospitalidade do futuro patriarca e comem o que lhes é servido. Em outra passagem do Antigo Testamento, o Livro de Tobias, porém, o arcanjo Rafael revela que “comer” foi apenas recurso utilizado por ele para ocultar sua identidade sob as feições do homem comum. “Pareceu-vos que eu comia, mas foi só aparência” – diz Rafael. [Extraído de ‘Globo Ciência’, Fevereiro. 1996]. [®].

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“Deus não abandona a obra de Suas Mãos”…
Seus anjos cuidam de toda a Criação.

E quem já experienciou vivências afloradas de seu mundo interior, pode reconhecer o ser imortal, divino, existente  em nosso ser profundo, descrito neste mito hindu de  Markandeya, ‘Marsia Purana’:

“Sou aquele que é livre e divino… Muitas são as formas que assumo… E quando o sol e a lua tiverem desaparecido, ainda flutuarei e nadarei com lentos movimentos na expansão ilimitada das águas…Trago à luz o universo a partir da minha essência e habito o ciclo do tempo que o dissolve”… [] 

Luz, Saúde e Paz!  (Campos de ]

[] N.Friburgo. 04.02.2010].

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