RENASCIMENTO DA ALMA E REENCARNAÇÃO ( ‘O Evangelho dos Doze Santos’ (Apócrifo).
setembro 5th, 2007 as 10:09 pm (Evangelho apócrifo)
“Citarei a verdade onde a encontrar”
(Richard Bach)
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‘Olho de Hórus’ 
(*) Conhecido também como ‘O Evangelho da Vida Perfeita’, na versão alemã, você acha este capítulo em parte no Evangelho de João, cap.3. A história deste apócrifo, contendo ensinos inéditos de Jesus extirpados do NovoTestamento por questões doutrinárias da Igreja, está no final desta página. Veja: ‘COMENTÁRIO INFORMATIVO’.
‘O RENASCIMENTO DA ALMA’
(Evangelho dos Doze Santos, cap.37).
1. Jesus sentou-se no pórtico do templo e alguns vieram para ouvir a sua doutrina. E um deles disse-lhe: “Mestre, que ensinas sobre a vida?”
2. E ele lhes disse: “Bem-aventurados os que passam por muitas experiências, porque pelo sofrimento tornar-se-ão perfeitos; eles serão como os anjos de Deus no céu, e não mais morrerão nem nascerão mais, pois a morte e nascimento não têm mais domínio sobre eles”…
3. “Esses que sofreram e venceram serão feitos pilares no Templo de meu Deus, e dele nunca mais sairão. Em verdade vos digo, que se não renascerdes pela água e pelo fogo não vereis o reino de Deus”.
4. E certo rabi (Nicodemos), [cf. João, cap. 3, v. 1 a 13], temendo os judeus, foi ter com ele de noite, e disse-lhe: “Como pode um homem nascer de novo, sendo velho? Pode ele tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer de novo?”
5. Jesus respondeu: “Em verdade te digo, se o homem não renascer da carne e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não podes dizer donde vem, nem para onde vai”…
6. “A luz brilha do Oriente ao Ocidente; das trevas o Sol se eleva, e de novo torna a descer nas trevas; assim [também] sucede ao homem, em toda a eternidade”.
7. “Quando vem das trevas, antes já viveu, e quando novamente mergulha nas trevas, isso acontece para descanse um pouco para em seguida novamente existir”.
8. “Portanto, através de muitas mudanças deveis tornar-vos perfeitos, assim como está escrito no Livro de Jó: ‘Sou um viajor, mudando de um lugar para outro e de uma casa para outra, até que chegue à cidade e à casa que são eternas”.
9. E Nicodemos lhe disse: “Como podem ser estas coisas?” e Jesus respondendo, disse-lhe “Tu és professor [rabi] em Israel e não entendes essas coisas? Na verdade nós dizemos o que sabemos e damos testemunho do que vimos; e não aceitas o nosso testemunho”…
10. “Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho-Filha do homem, que está no céu”. [®]
[Extraído de ‘O Evangelho dos Doze Santos’, cap.37. Editora Rosacruz-Áurea, publicação de 1985]
“Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram: ‘Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?’” (João, 9:1/2).
COMENTÁRIO INFORMATIVO [®]:
“Nada é sem razãode ser”. Em 1963 viajamos à Holanda para participar da I Conferência de Aquarius, e ao visitar a livraria do Templo-sede em Haarlem, veio às nossas mãos pela primeira vez o Evangelho que agora publicamos; ele nos aquietou o coração ao trazer respostas luminosas a questões “entaladas na garganta”, desde a infância, nas aulas dogmáticas do catecismo…
Essa viagem fôra precedida pela travessia por sofridos eventos numa série de coincidências significativas nove anos antes, e que – por falta de conhecimento e da lei da Sincronicidade -, não sabíamos então ser parte externa de um processo interior constelado pelo Self, o ser profundo, para o nosso despertar espiritual. “Deus escreve certo pelas vias tortuosas da natureza humana”. O sofrimento acrisolador abriu o coração e aflorou o impulso íntimo de sairmos em busca da verdade e de respostas mais amplas, para descobrir a razão de ser escondida por trás dos acontecimentos. Mas, levamos ainda anos para achar, ou melhor, reencontrá-la, como também o Caminho…
Terminada à Conferência na Holanda embarcamos para o Centro de Conferências francês, em Ussat-les-Bains no Ariége -, protegido pelos poderosos guardiães dos Pirineus, as montanhas sagradas, santuários milenares druidas, castelos templários e grutas do Catarismo. Na verdade, já saíramos do Brasil com a firme decisão de conhecer de perto aqueles santuários, após tomar conhecimento de pormenores trágicos da perseguição e morte aos cátaros e templários, pois a história “mexeu” inexplicavelmente conosco.
E no Sul da França, certo dia surgiu inesperado convite para subir ao platô do Dólmen de Sem, em Montrealp-de-Sos. Dali avistamos no outro lado do vale as ruínas de um castelo templário destruído pelos cruzados em 1.209. Fomos até lá e adentramos as muralhas para chegar até à cripta iniciática onde estão gravados os símbolos do Santo Graal, sem saber que acessávamos, qual tolo Parsifal, o lendário Castelo do Graal, tão reverenciado pelos trovadores cátaros.[Cf. Parsifal de Wagner e o Castelo do Graal] .
E ali registros do passado afloraram do inconsciente, evocando um fluxo de indizível Amor que fluía para tudo ao redor: às florzinhas e pedrinhas no chão, às muralhas em ruínas e às poderosas montanhas que nos circundavam. E do ser essencial de todas essas coisas veio à resposta… de Amor! Compreendemos então, no âmago do ser, por que “Deus é Amor”: “Rachai a madeira e Eu lá estarei. Erguei a pedra, e Me encontrareis”. (Evangelho de Tomás, 77). [Cf. ‘Jung e os Evangelhos Perdidos’, p. 196, Stephan A. Hoeller, Cultrix, 1993].
Se você conseguiu ler até aqui, poderá talvez entender por que ‘Magister Lux’, ou seja, “Ensinamentos da Luz” – se dedica desprendidamente aos que buscam “ouvir a verdade que amplia e ilumina”, publicando textos de várias fontes onde a “Luz brilha nas trevas” – como ‘O Evangelho dos Doze Santos’. E este ‘Prólogo’ pode ser lido ao lado do texto bíblico ‘Prólogo do Evangelho de João’, capítulo 1:1/14, para ver por si mesmo que passagens foram alteradas por razões doutrinárias… [®].
Conhecido na versão alemã como ‘O Evangelho da Vida Perfeita’ (Das Evangelium des Vollkommenen Lebens, 1953) -, ‘O Evangelho dos Doze Santos’, com fortes indícios de origem essênia, provém de um manuscrito aramaico guardado há séculos num antigo mosteiro budista na Índia, por um cristão da Comunidade dos Essênios, para ser resguardado das perseguições e destruição. Entregue em 1881 ao Rev. G. J. Ouseley, foi traduzido e publicado em inglês no ano de 1902. [Veja também: Jesus Era Vegetariano: Ensinava Não Maltratar os Animais (O Evangelho dos Doze Santos).
Em razão da suma importância deste capítulo, o pesquisador deve abrir o Evangelho de João, cap. 3, para conhecer inéditas palavras de Jesus a Nicodemos, eliminadas pelo Concílio de Constantinopla em 553 d.C., por contradizer o dogma da Igreja de única existência; ali, Jesus deixava claro que o homem “quando vem das trevas, antes já viveu”…
Este ensinamento foi deliberadamente extirpado, como também apagado os rastros de luz da Escola Espiritual Essênia dos tempos de Jesus. O diabólico método continuou na perseguição aos monges cátaros do Sul da França: pichados de ‘hereges’, foram torturados, mortos ou cremados vivos em fogueiras na ‘Cruzada Contra os Albigenses’, iniciada pelo Papa Inocêncio (!) em 1209, e estendendo-se até 1328 d.C. - pelo “pecado” de pregar este ensino dos primórdios do cristianismo e o Evangelho de João, que o evidencia em ‘a cura do cego de nascença’ (João, 9:1/7), quando os apóstolos querem saber se a cegueira dele decorre de ‘pecado’ antes de nascer - ou seja, a colheita cármica de ações na vida anterior.
Quem acessar O Código Da Vinci - Santo Graal e Cristianismo Histórico, contendo um capítulo daquela obra de Dan Brown, que mescla ficção e fatos históricos verdadeiros, parece justificar as palavras de um respeitado estudioso de evangelhos gnósticos e autor de várias obras: “A encarnação de Cristo aumentou a luz, mas a escuridão não desapareceu. Ela continua em certos níveis do ser e está fadada eventualmente a emergir. O Cristianismo foi planejado como fé iluminada, introduzindo uma era de luz na medida em que o aspecto luminoso de Deus está colocado à frente da consciência humana. Logo depois da partida de Jesus para os reinos superiores, o lado sombrio da realidade começa a sair do esconderijo”. (‘Jung e os Evangelhos Perdidos’. Stephan A.Hoeller. Cultrix Pensamento, p.173. 1993). [®]
Campos de Raphael